Antes, duas não resenhas: recentemente fui ao cinema com dona namorada e vimos:
A Chegada (Arrival): O.trailer.diz.nada e fui com o espírito de "ah, legal, mais um filme de etê. Só vou ver pq tão falando bem". Saí do filme sem falas, procurando a frase em chinês que a doutora disse e xingando o roteirista por ser tão fdp escondendo coisa.
Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures): um filme de estrutura mais simples (é um filme, não ciência de foguete!), mas com tema mais necessário nesses nossos tempos: racismo, sexismo, segregação e a maldita mania das pessoas enfiarem a si mesmo e os outros em caixinhas com regras limitadas. E sim, é um filme leve, divertido e pra cima =)
Talvez eu escreva algo mais "de verdade" quando sair DVD e eu reassistir ^^'


• Black Silence (de Mary Cagnin): Num futuro distópico, um grupo de astronautas vai a outro planeta, nosso futuro novo lar, já que a Terra está com os dias contados. No passado, Mary Cagnin fez a HQ Vidas Imperfeitas, que chegou a ser publicada no meu site :B E foi finalmente impressa e terminada em três volumes pela HQM. No presente, ela decide publicar sua ficção científica via Catarse, e consegue :D
Bom, eu sou desconfiável para fazer uma resenha aqui, um péssimo hábito meu é de ser muito bonzinho ou muito cruel com trabalhos de gente que eu conheço. Sou fãzaço do traço da Mary e certeza que a pessoa tem de ter uma pedra no lugar do senso crítico para não curtir a arte dela. Mas o enredo não me fisgou, talvez por ter poucas páginas, você sente que Black Silence tem uma explosão de idéias legais contidas para caber em pouco mais de cem páginas: os personagens volta e meia dão pistas de uma riqueza que não demonstram atuando (e você tem certeza disso lendo a ficha deles no final), e mesmo as interações são contidas. A história de nosso mundo naquela realidade futura parece ter acontecido muita coisa, mas só nos é revelado poucos fragmentos - a capa traseira quase dá mais infos que dentro da própria história - , e menos ainda é dito do enorme mundo onde eles vão parar, mas tão pouco que não dá combustível suficiente para gerar impacto na cena final.

# Veredicto: gosteizin e sei que sou chato exigente.
# Bom: representatividade (3 mulheres (duas negras, uma horiental), 2 homens (brancos)). A arte e os cortes de cenas estão perfeitos. A temática espacial me atrai, a capa é linda e espero que ela se arrisque mais com obras futuras =)
# Mau: faltou espaço para me apegar aos personagens, tempo para dar a história a força necessária.
104 páginas • R$30 • Clique aqui e adquira na loja da autora

PS: ainda to cismado que uma nave com apenas cinco pessoas, contenção de espaço etc tenha o luxo de um banheiro masculino e um feminino.


• Homem Máquina (por Tom deFalco, Herb Trimpe e Barry Windsor-Smith): Lembro de terem lançado esse gibizinho na última FIQ (melhor evento de quadrinhos <3) e estranhei: "ué, por que lançaram com capa dura e efeitos metalizados?" Nenhum dos autores estava no evento (ao que eu saiba) e a enredo não era lá grandes coisas (tanto que em 1988 tinha saido por aqui meio que escondida na falecida Heróis da TV (edições 102, 103, 104 e 105), da editora Abril - se você ver as capas, não vai achar chamada alguma sobre essa história :P)
Minto, tinha uma coisa legal (e só): o visual cheio de engrenagens de Arno Stark, o canalha Homem de Ferro de 2020:

2020? Ah, sim, esqueci de contar: o gibi foi escrito em 1984 e se passa daqui a três anos: nosso personagem principal, o Homem-Máquina (um andróide que nasceu como coadjuvante de luxo (graças à Jack Kirby) da quadrinização Marvel de 2001, uma Odisséia no Espaço) foi desligado na sua era e acorda nesse futuro distante aí, décadas depois, resgatado por um grupo de caçadores de sucatas robóticas.
Claro que esse tipo de história vai ter:
1) personagens da mitologia do herói revisitados com versões mais velhas (mas o HM é um personagem tão terciário que reconheci ninguém, tirando a sem sal da Jocasta)(e ainda pioraram o visual da robozinha),
2) uma megacorporação que controla tudo, e, obviamente, perseguindo o nosso amigo robô,
3) carros voadores, motos voadoras, deve ter até skate voador mas não prestei atenção,
4) briga de robôs,
5) e nenhuma previsão correta sobre a internet. Nem mencionam, na verdade.
E só teve isso. O enredo segue no automático, os personagens não tem apelo e nem tempo de se desenvolverem - sequer tem algo de novo neles. Acho que a Marvel só acertou criando um futuro quando criou o universo 2099.

# Veredicto: se for comprar, procure no sebo os gibizinhos dos anos 80 que citei acima: além do texto ir mais rápido (por estar reduzido para caber no formato), você vai conhecer o Thor em sua melhor fase. Esse gibi não vai morar na minha estante e continuo não entendendo por que uma história tão normal foi lançada em formato de luxo.
# Bom: além do visual do Homem de Ferro 2020, tem o traço do Barry Windsor-Smith, que arte-finaliza três partes (melhorando alterando bastante o traço do Herb Trimpe) e faz toda a arte do capítulo final. Não é dos meus ilustradores preferidos, mas é um senhor de respeito merecido.
# Mau: ia falar que Homem-Máquina seria mais um tijolo do Templo das Boas Idéias Desperdiçadas, mas o conceito da história não é tão bom mesmo, nem era criativo, em qualquer era.
100 páginas • R$26,90


• Armada (de Ernest Cline): Taí um livro que me "obrigou" a chegar até o fim: devorei as páginas em cinco dias, sempre querendo saber mais - sobre o destino dos personagens, sobre o que iria acontecer na cena seguinte, etc etc.
Então, é um livro excelente?
Não.
É bonzinho.
Mas antes, deixa eu falar do livro: jovem, criado pela mãe, já que o pai faleceu quando ele era bebê ainda, viciado em games e consumidor de muita tralha cultural dos anos 80 (culpa da herança do falecido: ele deixou filmes, jogos de video game, livros, rpgs etc) se acha doido por ver uma espaçonave inimiga de seu jogo preferido, Armada, voando perto da escola dele durante uma aula. Logo ele descobre que não está maluco, realmente viu uma nave, que o jogo não era só um jogo - mas um treino e seleção de pilotos de naves espaciais no mundo inteiro contra uma iminente invasão dos alienígenas de Europa (não a península com complexo de superioridade o continente, mas o satélite de Júpiter).
A partir daí, com essa premissa dando inércia, mais as estruturas de enredo mais que testadas em filmes juvenis da década homenageadas (O Último Guerreiro das Estrelas é inspiração assumida, tá na capa traseira), muitas, mas muitas referências nerds de todas as eras - pelo martelo de Grabthar!! - além do fato da história mais dá que tira do personagem: poucos obstáculos se sustentam, há perdas (algumas enormes), mas ele tem muito mais ganhos no placar. É muito satisfatório! E é óbvio que eu devoraria as páginas em velocidade de foguete até o fim.
Mas satisfatório tipo uma refeição de fast food, é saboroso dentro do que se propõe, os ingredientes e técnicas de montagem são familiares, só que não te nutre muita coisa. Só passou um tempo legal numa atividade de recompensas imediatas.
E, de quando em quando, isso não é mau de se fazer.

# Veredicto: Uma boa distração escrita por quem sabe manter o ritmo da narrativa.
# Bom: Referências nerds (talvez até canse), não perde tempo. Apesar de todo personagem que não é o Zack Lightman (esse é o nome do protagonista, tinha esquecido de falar. Mal aí) ser bem menor que ele pra narrativa (além de serem bastante bidimensionais), as garotas, desde a mãe até a namorada que ele acha no caminho, não são "enfeites", elas fazem algo. E, curiosamente, ao que me lembre todas as baixas do livro são essencialmente masculinas. Ah, sim: é o livro que eu gostaria de ter escrito aos quinze anos!
# Mau: em alguns pontos tenho a impressão o autor está completando uma lista de coisas a fazer: valentão na escola ("check", ouço ele dizer em minha mente), namoradinha ("check"), primeira missão desastrada ("check"), etc. Isso é incômodo. Mas o que mais me deu coceiras é um personagem adolescente, na verdade, vários personagens civis (de várias idades), serem enfiados numa estrutura militar (no formato pasteurizado pela ficção de origem estadunidense) e eles aceitarem passivamente e até acharem legal isso. ¬¬
432 páginas • Editora Leya


outras resenhas:

Eu sendo eu mesmo: finalizando uma sequência de postagens depois de UM ANO. #aiai


"O Quotidianos é foi um projeto de histórias ilustradas onde 10 escritores e 10 ilustradores tratam de quotidianos fantásticos, estranhos e insólitos em publicações online diárias." e fui um dos dez ilustradores, primeiro fazendo parceira com a escritora Simone Saueressig, este ano com o A.Z. Cordenonsi.

Infelizmente o site não existe mais (reclamem com o Rober), mas a última história, Henrique e o Arlequim, foi dividida em cinco partes, e fiz o mesmo com a arte. E até agora, não tinha postado todas as artes num arquivo só:


(clique na imagem para ampliar e talz)

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E minha mini-biografia no Quotidianos.




27jan17 - em frente ao prédio da Fiesp, uma das sedes de todo o Mal paulistano,
alguém foi genial e revelou a verdade com um pincel atômico :D

Bom, Sampa perdeu um prefeito tão bom que ela não merecia e ganhou um superficial que ela merece. Esconde mendingo, por preconceito, apaga um enorme mural de grafites, por preconceito (e o dinheiro da tinta? Veio de onde? Mal teve tempo de fazer licitação...). Começa-se a castrar os blocos de rua do carnaval.
É a luta da neurose de "Ordem" contra a organicidade viva do município. Não há proposta de corrigir e direcionar, só de destruir, substituir, cercar, esconder.

Tá demorando pro povo daqui tirar a cabeça do século XIX.

Não se assustem, to tentando gerar assunto pra minha newsletter :P

Magias & Barbaridades volume 3: Vida na Cidade (de Fabio Ciccone): Vontadezinha de puxar a orelha do Fábio Ciccone tive quando fui na Comix e encontrei o terceiro volume com as coletâneas das tiras dele, depois de receber zero aviso pelo Twitter, nenhuma divulgação por e-mail, etc. Nem todo mundo tem facebook, que já não é aquele respeitável canal de divulgação de antigamente.
Nesse volume, o trio de personagens (Remmil ("um mago arrogante e incompetente"), Oc ("um bárbaro fã de Shakespeare") e Idana ("uma amazona renegada e um tanto atrapalhada")) procura resgatar o Bastão da Chuva, o que resulta em confusões, idéias malucas que darão certo nunca (mas dão!) e depois embarcam numa curta viagem metalinguística, mas bastante interessante - por sinal, vendo a foto na primeira orelha do livro, você se toca quem é a inspiração para o misterioso personagem que conduz esse arco :P

# Veredicto: uma série de tirinhas consistente e que diverte, li numa sentada só :) Aguardo o próximo volume!
# Bom: para quem acompanhava as tiras pela internet, tem páginas extras e, olhem só, coloridas!
# Mau: falta de divulgação e o hercúleo esforço em escolher cores secundárias para criar as capas. Falta algo nelas para faze-las interessantes.
72 páginas • R$21 • Clique aqui e adquira na loja da editora

Don Drácula (1979, mangá em 3 volumes) (de Osamu Tezuka): Mais um caso em que felizmente quebrei a cara: assim como Astronauta: Assimetria, eu não tava com muita expectativa ao pegar a série de mangás para ler, "assim que terminar, certeza que vou por para vender que nem o bonzinho Kobato".
Né?
Não.
Em primeiro lugar, é um trabalho de Osamu Tezuka, o cara que DEFINIU o gênero mangá. Existiam quadrinistas japoneses antes dele, sim, mas ninguém antes teve o impacto no meio que o chamado "deus do mangá". (notinha para as pessoas "normais": ele foi o autor dA Princesa e o Cavaleiro e o Menino Biônico)(eu disse "normais", não nascidos na segunda metade dos anos 80 em diante)
Em segundo lugar é um trabalho dele maduro, calejado, do autor mais ensinando do que aprendendo. Ok, é um trabalho menor em pretensão e quantidade de páginas, mas um trabalho não reduz quem o faz :P
Enfim: Don Drácula é um mangá de comédia/terror que conta as aventuras do famoso vampiro, que foi morar no Japão com sua filha adolescente Chocola (ou Sangria, na versão em anime que passou na Manchete) e o assistente Igor. Além de problemas comuns aos vampiros (ter de sugar sangue, medo do sol, cruzes, alho) e de pais de filhas adolescentes na escola noturna, ele tem de fugir do Professor Van Helsing (que tem hemorróidas, e elas sempre atacam o personagem na hora H) e às vezes lidar com outros entes sobrenaturais - e é aí que em alguns episódios o humor leve da série dá lugar à mortes, algumas horríveis, só amenizadas pelo traço "fofo" do autor, que não sente a necessidade de mostrar as tripas, mutilações e dezenas de corpos carbonizados (sim, acontece disso), que você sabe que estão lá.
E foi na facilidade em que muitas vezes o autor transita de um gênero para o outro sem quebrar o encanto que mantém o leitor preso ao texto que o mangá me cativou, além de ter algumas transições de cena e técnicas de passar informação ao leitor que me deixaram de queixo caído. Tipo: em vez de mostrar cena a cena o que acontece, Tezuka tira tudo o que não é essencial, coloca na história apenas o mínimo necessário e é hábil o suficiente para não ficar truncado - pelo contrário, fica no tamanho exato, as vezes a cena não é importante, só complicada, não tem de disputar atenção com o cerne da história.
(para quem tem o mangá: quando li volume 1, páginas 40-41-42, balbuciei "caralho, que manobra de roteiro arriscada!")
Por sinal, não há uma grande história a se seguir em Don Drácula: é um mangá de episódios soltos, sem cronologia, podendo ser lidas em qualquer ordem. Drácula às vezes é terrível com suas vítimas, exigente do tipo que só prefira moças bonitas e virgens (machista?), mas também é um pai coruja antiquado adorável. No fundo é uma boa pessoa que deu errado em algum canto da vida, senão não seria um vampiro x) Chocola é uma boa garota, estudiosa (ao contrário do genitor) e se preocupa com os amigos. Corre o risco de morrer de fome se continuar assim X)
Para quem quiser conhecer os personagens sem gastar dinheiro, vários episódios do desenho animado estão na internet, inclusive o lendário do Panda e Filhote de Tigre, que fez muita criança chorar^^

# Veredicto: muito bom (não ótimo) mangá, vai morar na minha estante mais tempo do que eu pensava :)
# Bom: bons personagens, uma aula de como fazer histórias curtas. A edição nacional tem excelente acabamento.
# Mau: fim precoce - apesar das virtudes, a série acabou abruptamente com apenas seis meses de publicação e tem vários episódios mais fraquinhos, escritas quase que no automático. Também me incomodou os... er... critérios do personagem para escolher suas vítimas (bonita, virgem, novinha, etc), mas isso reflete MUITO homem na vida real, só que o mangá nem de longe tenta criticar isso. Idem o tratamento dado à Blonda, que é gorda e "alivio cômico" da série =_=
230 páginas em média • R$26 cada volume (são 3) • Clique aqui e adquira na loja da editora

Duas notinhas:
1) sobre o Menino Biônico, procuro muito foto/scan de embalagem das pipoca-doce-de-embalagem-cor-de-rosa Panda, que vendiam em SP e tinha o personagem estampado.
2) o estúdio de animação de Tezuka era o Mushi Production. Quando adotei meu nick, nem sabia disso, feliz coincidência :D

Laputa/Castelo no Céu (1986) (de Hayao Miyazaki): Pra quem vive muito longe da bolha onde existo: Hayao Miyazaki é considerado o maior nome da animação japonesa vivo e seu estúdio, Ghibli, é sinônimo de qualidade em roteiro e técnica. (Um de seus trabalhos ganhou o Oscar (A Viagem de Chihiro) (não que o Oscar indique muita coisa, mas é uma referência pra maioria das pessoas :P))
Feita a apresentação, digo tem três dos trabalhos iniciais do Miyazaki no Gibli que são meu xodó: Tonari no Totoro ("quem não gosta de Totoro boa pessoa não é", é uma de minhas leis), Kiki's Delivery Service (preciso rever, é só ter tempo livre com dona namorada)(e sim, eu uso os nomes em inglês e japonês dos animes sem critério) e Laputa, que tem esse nome engraçado por causa das Viagens de Gulliver (preciso ler), onde ele encontra uma ilha voadora com esse nome. Pelo jeito Jonathan Swift sabia bem o que "la puta" quer dizer em espanhol (um escritor irlandês, ele fez da ilha uma crítica aos ingleses), mas para o mercado japonês significa nada, então o nome do anime - que vocês já devem ter percebido, também tem uma ilha voadora - ficou esse mesmo. Aqui no Brasil foi batizado de Castelo no Céu.
A trama é simples, mas bem executada: Pazu, um garoto que trabalha numa mina encontra Sheeta (outro bendito nome...), uma garota que caiu do céu, literalmente. Logo descobrem que 1) ela é procurada pelo exército e inteligência do país onde vivem 2) e que ela tem a chave para encontrar a lendária cidade voadora de Santo André da Borda do Campo Laputa, escondida dentro de um tufão, que guarda riquezas materiais e tecnológicas. A partir daí, temos um encadeamento de aventuras, culminando na dita cidade, com lições sobre cobiça das pessoas. Tudo isso temperado com um visual retrô + tecnologia inexistente para a época, o que hoje se chama steampunk: o anime se passa supostamente no fim do século XIX, com toda aquela carinha de Revolução Industrial (máquinas a vapor, minas de carvão), mas tem aviões e dirigíveis de uma forma que nunca existiram no mundo real, ainda mais naqueles anos.
Por sinal, essa estética é um pontos altos da animação para mim (tem até uma cena de briga que se parece muito com as primeiras animações da Disney), junto da trilha sonora. Os personagem devem um tanto em brilho (exceto, talvez Dola, a chefa dos piratas aéreos)(sim!, também tem piratas!!) e em profundidade - para o bem e para o mal, a maioria são caricatos ou arquetípicos (Por exemplo, Pazu não vai muito além do "garoto bonzinho sem medo com uma missão a cumprir e lições a aprender"). Mas isso é uma escolha consciente do roteiro, que optou em fazer uma história aventuresca onde os bons são bons, os maus são malvados mesmo e todos sabem que vão quebrar a cara no fim.

# Veredicto: é um anime "para garotos", para se ver sem pretensões, é divertido, faltam histórias assim.
# Bom: além da ambientação ser rica e com vontade de "queria saber mais sobre aquele mundo", a animação e trilha sonora são caprichadas.
# Mau: Sheeta, a mocinha, me irrita. Ela é muito "donzela em perigo", raramente toma atitudes, tem pouca força como pessoa, mesmo sendo uma jovem moça do bucólico interiorrrrrrr daquele país. (A figura feminina forte no enredo é uma pirata-mãe-dominadora que se deixassem, roubava a trama pra ela).
126 minutos •

Mais duas notinhas:
3) se o texto aparentou que eu não gosto do anime, desculpe, gosto sim, e muito :P Mas é comum eu apontar os defeitos e não ter competência em apontar o que curti^^""
4) por algum motivo, sempre imagino Geni e o Zepelin ocorrendo na cidade de mineiros (mineradores, não cultivadores de pão de queijo) à beira de um "abismo" como a apresentada nesse desenho ^^
5) a Livraria Cultura estava vendendo esse anime e outros do Ghibli em dois boxes, vale muito a pena correr atrás, mas... infelizmente um deles parece que já se esgotou :(


outras resenhas:

(The Executioner)
Skurge era o filho mestiço de um gigante da tempestade e de uma deusa, nascido na província asgardiana de Skarnheim. Ignorado pela raça de seu pai, devido a seu tamanho relativamente pequeno, ele se tomou um grande guerreiro e matador de gigantes. Foi exatamente por essa razão que ganhou o nome de Executor. Vivendo uma vida solitária por muitos e muitos anos, Skurge foi seduzido por Encantor (veja Encantor), para acompanhá-la em suas tentativas de conquistar tanto Asgard quanto a Terra. Criado por Stan Lee em 1964, ele continua até hoje sob o domínio da terrível feiticeira.


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(Darkstar)
Criada em 1976 por Tony Isabella, Laynia Petrovna é uma mutante, filha de pais acidentalmente expostos à radiação durante um experimento nuclear. Quando sua mãe faleceu na mesa de parto, disseram ao pai de Petrovna que a menina e seu irmão gêmeo haviam morrido também. Os dois mutantes foram colocados sob a custódia do Estado e, quando seus poderes se manifestaram na adolescência, ambos foram entregues ao professor Piotr Phobos, que havia criado uma academia para treinamento de mutantes. Recebendo o nome de Estrela Negra, a jovem estudou na academia, juntamente com seu irmão, Nicolai Krylenko (que ela não sabia ser seu irmão) e foi treinada para ser uma agente do governo. Enviada aos Estados Unidos em uma missão secreta, que acabou fracassando, ela se uniu aos Campeões (veja Campeões), permanecendo ao lado deles até a dissolução do supergrupo. Depois disso, sem saber o que fazer, Laynia retornou a sua terra natal, onde continua até hoje.


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(The Stranger)
Em sua primeira visita à Terra, o interesse do Estranho era apenas coletar e pesquisar diferentes espécimes humanos. Entrando em contato com Magneto (veja Magneto) e sua Irmandade de Mutantes, o poderoso ser se fez passar por aliado, e auxiliou a Irmandade num confronto contra os X-Men. Porém, entediado com o combate, ele decidiu abandonar o planeta, levando consigo Magneto e seu servil companheiro, Groxo (veja Groxo). Pouco tempo depois, analisando tudo que observou em nosso mundo, ele chegou â conclusão de que a Terra era um órgao infectado no corpo do Universo e precisava ser destruída antes que contaminasse o cosmo inteiro. Diversas vezes ele tentou destruir o planeta com o intuito de salvaguardar a paz no Universo. Chegou até mesmo a utilizar, sem sucesso, a fúria do incrível Hulk para concretizar seus planos. Tempos depois, o Estranho adquiriu uma das seis jóias espirituais existentes no cosmo - uma das quais pertencentes a Warlock (veja Warlock). Sua intenção era conseguir as outras cinco gemas, porém, antes de realizar seu intento, sua jóia foi roubada pelo demoníaco Thanos (veja Thanos). O Estranho esteve bem próximo de conseguir a aniquilação total da raça humana quando ocultou a Bomba Nulificadora na Terra - bomba que tinha a propriedade de crescer a ponto de abranger todo o sistema solar e, logo a seguir, solidificar-se, destruindo tudo em seu interior. Foi graças a intervenção do humano Al Harper que, em um ato de suprema bravura, sacrificou a própria vida para desativar o mecanismo de destruição. Surpreendido com tal atitude por parte de um terráqueo, o extraterrestre percebeu que a raça humana não era nociva como ele havia julgado e partiu para os confins do Universo, arrependido e certo de que a ameaça do nulificador estava terminada. Entretanto, meses depois, seus instrumentos indicaram que a bomba havia sido reativada. Ele voltou ã Terra imediatamente, onde, com a ajuda dos Campeões (veja Campeões), conseguiu deter o processo de expansão. Criado por Stan Lee em 1964, sua origem é até hoje desconhecida.


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(legal é tirar fotos de todos os carrinhos desse modelo juntos e perceber, semanas depois, que tinha mais um esquecido num canto =_=)

(Squadron Sinister)
Kang, o conquistador do futuro (veja Kang), fez uma aposta com o Grande Mestre (veja Grande Mestre), na qual Kang deveria escolher uma equipe de campeões para enfrentar outra equipe, também de campeões, escolhida pelo Grande Mestre. Para isso, este último alterou o passado de quatro seres humanos, transformando-os em superseres, os quais decidiu chamar de Esquadrio Sinistro. Os componentes do esquadrão eram: o Gavião Noturno, dotado de aguçada inteligência e agilidade olímpica; o superpoderoso Hyperion, dotado de poderes sobre-humanos e força incomparável; o Dr. Espectro, senhor do prisma místico; e Relâmpago, o mestre de velocidade. Criado por Roy Thomas em 1969, o Esquadrão Sinistro enfrentou os Vingadores e foi derrotado, garantindo a vitória da aposta para o maligno Kang.


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E a preguiça em pensar e escrever, o que fazer com ela?

Astronauta: Assimetria (de Danilo Beiruth): A série Graphic MSP, onde artistas diversos recriam os personagens do Maurício de Sousa em histórias fechadas, é daquelas que compro religiosamente para conhecer artistas, para ler boas histórias e por TOC completista mesmo, não nego.
Danilo Beiruth (que fez São Jorge anos atrás) pegou "para ele" o Astronauta, estreando a linha de Graphic Novels do Mauricio... mas dos álbuns da linha, eram os que menos me interessavam. O primeiro volume, Magnetar, com o personagem meio náufrago-noiado achei regular. Singularidade, a história seguinte, até meio que acrescentava um novo par romântico pro personagem (eternamente em dor de cotovelo por ter perdido a Ritinha para outro nos anos 90)(nisso que dá ser workaholic....) e até um inimigo que não fosse ele mesmo (apesar dos problemas psicológicos do herói ainda serem parte da pauta dos diálogos) também não me apeteceu. Isso com as duas histórias falando sobre eventos astronômicos muito legais que valeriam pontinhos a mais na minha escala nerd.
Assim, com vontade burocrática, fui ler.... e uau, nada como menos pretensão para fazer uma história funcionar, né? Infelizmente a ciência ficou meio de fora do centro da trama (realidades alternativas ainda tá muito no terreno da ficção), tirando a breve menção ao hexágono de Saturno, tratado quase como fosse cultura de almanaque. O que exatamente os aliens com visual kirbyesco (devem conhecer o mesmo alfaiate de Galactus) fazem e fizeram tambem ficou bastante vago, mas eles também não importam: as estrelas aqui são os personagens humanos.
O próprio Astronauta, com psique menos pesada, mas ainda com seus fantasmas do passado, ficou mais próximo do leitor e interessante. A simpática família alternativa, simples mas eficiente no enredo foi um excelente acréscimo à série. Até a psicóloga de Singularidade retorna brevemente, mas deixando a impressão de que é alguém e vai voltar. E vai ter de voltar, já que o gibi termina com um senhor gancho, só faltava escrever "continua".

# Veredicto: comecei lendo o gibi "espero que seja o último da trilogia" e terminei "agora quero um Astronauta IV, assim como Penadinho II, Turma da Mônica III e Piteco II".
# Bom: além de tudo acima, a edição tem mais páginas, o que deve ter ajudado no desenvolvimento da trama =)
# Mau: "vilões" e "o que eles fazem" confusos demais, desnecessariamente vagos. Felizmente não precisa se apegar a isso pra história se desenvolver.

Kobato (CLAMP): Já comentei aqui que para mim existem dois "Clamp" - o grupo de autoras japonesas que fizeram vários mangás (que viraram animes) de sucesso: o bom, que gera histórias legaizinhas como XXXHolic, Angelic Layer e Sakura Card Captor e o ruim, que escreve bombas como Tsubasa: Reservoir Chronicle, RG Veda (único mangá que abandonei no meio, no regrets) ou Chobits.
E pra variar, começo divagando... :P
Kobato, além do nome da personagem principal, é um mangá bonitinho: uma moça inocente e com passado misterioso tem a missão de curar os corações das pessoas e encher uma jarra com esses corações feridos. Com a jarra cheia, ela realizará seu desejo.... e a história começa assim, um objetivo, pequenas historinhas, uma fórmula bastante conhecida até. Mas aos poucos muda... bom, não existem grandes revelações na trama, mas é agradável ver como um conceito que poderia sustentar a história indefinidamente (quem nunca?) é abandonado organicamente e a trama evolui para algo diferente.
Sim, a história evolui, mas os personagens nem tanto :P Isso não chega a ser um problema, mas me incomoda a mania de inserir romances desnecessários numa história, mas imagino que isso seja culpa do público-alvo da revista onde Kobato foi publicado. Também tem os lugares comuns das historinhas do Clamp: meninos sérios demais, bichinhos fofinhos, paixões complicadas.
Enfim, um mangá legalzinho, mas não a ponto de ficar na minha estante. (comprem aqui XD)

# Veredicto: apesar de não se destacar, valeu a pena gastar meu tempo com essa história.
# Bom: a transformação do roteiro, pode não ser algo "oiiiihhh, que fodástico", mas foi digno de nota.
# Mau: além dos lugares comuns do grupo e do gênero, me incomodou a idéia de atirar meninas de dezesseis anos para homens muuuuuuuito mais velhos :PP (ok, é uma cena do finalzinho, pode não ser isso, o contexto justifica, mãs.... já não bastavam as discussões maldosas sobre o final de Chobbits? :P)

Iniciativa Super-Heróis (Disney): a Abril anda relançando várias coletâneas Disney em capa dura. Algumas são merecidíssimas (o relançamento das histórias do Carl Barks, por exemplo - apesar de preferir o formato maior da edição anterior), outras são duvidosas (tem aí uma com temática Cinema. Precisava de algo assim? Para quê embrulhar com formato de luxo algo que caberia normalmente num dos diversos almanaques disneyanos da editora???).
Bom, Iniciativa Super-Heróis está na segunda categoria (com os mesmos argumentos do parênteses anterior) e só comprei achando que cobriria completamente o run do Marcelo Cassaro (Holy Avenger, Turma da Mônica Jovem) no Zé Carioca/Morcego Verde, em que ele parodiou várias histórias clássicas do Batman (Cavaleiro das Trevas, Piada Mortal), isso valeria o investimento com lucro.
Valeria. Ao abrir o gibi desnecessariamente caro, descobri que só tem duas das quatro histórias escritas pelo autor =_=
De resto, tive algumas boas surpresas ao conhecer personagens como Vespa Vermelha e morri de tédio com o Super-Pateta. Sorte que já vendi no ML recuperando boa parte do dinheiro mal-gasto >=P

# Veredicto: dê mais valor ao seu dinheiro e ao apertado espaço na tua estante, não compre isso não.
# Bom: algumas histórias são divertidinhas e até vale o contraste entre histórias vindas de tempos e lugares tão díspares como EUA dos anos 60/70 e Itália do século XXI.
# Mau: material normal em embalagem de luxo. E apesar da arte menos estática dos italianos, me incomodou ver Margarida com formas, hmmm.... mamíferas. Entendedores entenderão.


outras resenhas:

Depois do Elias, agora foi a minha namorada uma pessoa insuspeita a falar bem do meu conto :DDD~

"A história é leve e bacana e com um final que, ao menos a mim, surpreendeu! Recomendo pra todo mundo!", diz a linda e fofa anônima no site da Amazon.

E concordo com ela: história minha ter um final é surpreendente, raramente termino algo XD Assim, façam um favor a vocês mesmos e comprem essa raridade; e coloquem comentários no site da Amazon também, bons reviews ajuda a convencer outras pessoas a comprar meu trabalho ;)

(Serpent Squad)
Grupo de supervilões formado pelo Cobra, Enguia e seu irmão, o Víbora. Tentaram eliminar o Capitão América e Falcão, quando estes se encontravam na mansão dos pais de Sharon Carter, mas foram derrotados.


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Minha mãe tem um deviantart, e fazia um tempão que eu não atualizava lá - vamos ver se em 2017 tomo vergonha na cara XD


Se quiserem ver o detalhe, o link é aqui


Visitem: http://marissel.deviantart.com/

(Spymaster)
Valendo-se de suas qualidades atléticas e equipamento altamente sofisticado, o Espião Mestre tornou-se um mercenário especializado em espionagem industrial. Anos atrás, formou a chamada Elite de Espionagem com o intuito de roubar segredos das Indústrias Stark. Compunham a Elite Marya Perskiyov ex-agente soviética; Samson Washington, ex-atleta circense; Farley London, mestre de disfarce; Godfried Herter, engenheiro eletrônico alemão; e o ginasta Roger Philips. Após o grupo ser derrotado pelo Homem de Ferro, o Espião Mestre fugiu, deixando o agente da Shield, Jasper Sitwell,em estado de coma. Criado por Allyn Brodsky em 1970, sua identidade continua sendo um mistério.


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Tá, depois de ir pro parque e ver dinos com o amigo, o dia seguinte era de acordar cedo e ir pra estação pegar o trem-bala (ou "shinkansen"; 新幹線) para sair de Tokyo um pouquinho^^


30abr11 - trem-bala cortando a cidade, acho que perto de Akiba mesmo

Como já tinha pego a passagem um dia antes (obrigado, Adilson!), era só chegar na estação Tokyo a tempo de pegar o carro antes das 7:33. Munido de meus conhecimentos empíricos do metrô local (obrigado, Adilson!!), orientações para pegar os 54572 entroncamentos certos entre as estações Ningyocho e Tokyo (ambas no canto inferior direito do mapa)(SEMPRE TENHA UM MAPA)(já falei "obrigado, Adilson!!!"?) e minhas inconfundível cara de turista (por que será?) e mostrando bilhete na mão para qualquer funcionário uniformizado que pudesse me orientar, logo cheguei no meu cantinho da veloz modernidade nipônica :P




frente e verso do bilhete, para os curiosos


De dentro do trem, não tem muito o que falar: vagões limpos, bem cuidados, confortáveis. Todos os funcionários uniformizadíssimos.






vistas do interior do vagão e plaquinha acima da janela que indicava o meu lugar lá dentro :) (sim, eu peguei janelinha, claro!)

Apesar da velocidade alta para um trem de ferro, é menos veloz que uma aeronave, mas tem a infinita vantagem de sair e chegar dentro da cidade, em vez das gigantescas instalações enfiadas cada vez mais longe chamadas aeroportos. Assim, o trem-bala tem o preço e trata seus passageiros quase como se fosse um avião: além do conforto físico, tem vendedores que cruzam os corredores uma (ou duas? não lembro) vezes durante a viagem e bandejas para alimentação em frente a cada banco (com mapinha do trem):


como essa minha foto saiu meio tremida, roubei outra de um blog japonês.
Espero não ganhar processinho por causa disso:


Cada vez mais acho que fui muito caipira nessa viagem: não tirei todas as fotos que devia, muitas vezes por vergonha. Tipo, não tirei foto do trem quando cheguei nele, mas só na viagem de volta pra Tokyo.
Outra coisa: não tirei fotos da infinidade de uniformes que vi, japonês parece ter uma obsessão com eles: bonitos, limpos, caindo perfeitamente no corpo de quem os veste.

...assim, cada vez mais tenho certeza que eu devia organizar uma vaquinha para vocês me mandarem de novo pro Japão tirar mais fotos. Prometo até comprar câmera nova e melhor com o dinheiro de vocês para isso :]

Enfim, estando lá dentro, não tinha muito o que fazer além de ler, escrever e acompanhar a paisagem lá fora nas exatas duas horas e quarenta e dois minutos de viagem. Fiz isso, e gravei uns videozinhos toscos pra vocês - vejam por sua conta e risco, não fiz cortes, nem pus musiquinha, nem estabilizei as imagens :P

vídeo 1 (47s)


O que tem aqui? - vista da janelinha do trem passando rapidão em alguma cidade japonesa. Lá pelos quarenta segundos foco no comercial da Navitime (explico já) e fico zanzando entre janela e corredor. Vai entender.

Navitime é um software para ajudar a se localizar e andar pelo Japão - tipo o que o Google Maps faz quando você procura direções. Não cheguei a usar, mas via constantemente comerciais pelo metrô, trem e cidade afora: um homem ocidental, vestindo capacete e uniforme de corrida, tipo assim:


Achava que era algum ex-piloto de fórmula 1 fazendo bico lá, tipo o Tommy Lee Jones vendendo café Boss nas máquinas de refrigerante ("Jidouhanbaiki são um dos triunfos.do homem sobre a natureza!" me disse uma amiga nikkei estes dias, me ensinando o nome japonês das benditas maquininhas onipresentes)(em japonês se escreve assim 自動販売機 e acabei de descobrir que existe uma máquina para cada 23 japoneses o.o) mas não, é Ian Moore, um ator inglês vivendo no Japão há anos. Há uma entrevista legalzinha (em inglês) com ele aqui.

vídeo 2 (25s)


O que tem aqui? - uma cidade mais bonita, tunel, cidade, tunel, alguém tossindo, plantações :P

vídeo 3 (2m42s)


O que tem aqui? - começa com minha bagagem nas cadeiras (celular emprestado, fichário-diário e kindle), gero tédio mostrando nada por quase vinte segundos, infarto vocês com minha cara feia aos 0:27, paisagem, estrada, alternadas com vistas da bandeja de alimentos fechada (vai entender, devia ser o sono) e o trem desacelerando para chegar na estação de Gifu-Hashima, logo após um jogo de beisebol. Extra: um defeito especial roxo muito louco que não sei explicar só pra vocês, só sentir.

Eventualmente, apareceu uma vendedora de carrinho (uniforme fofo, minha memória diz que é verde-claro, mas não achei imagens confirmando isso) e comprei uma coca-cola em lata de alumínio:




assim como o Yakult, a besta aqui não guardou a lata como recordação -_-

E logo a viagem chega ao fim, cruzando 513 quilômetros do país:






foto da plaquinha da estação de Kyoto, do lado de fora do trem
e destaquezinho para um tripulante devidamente uniformizado X)


não sou mineiro, mas agora é hora de ver o trem ir embora.



Mapinha da viagem. Como eu estava do lado esquerdo do trem, acabei não vendo o monte Fuji (-‸ლ) #facepalm


Europa 2012
antes de tudo (I)antes de tudo (II) e dali eu passei X)Finalmente em Berlim, mas... vamos falar do metrô? -_-'Berlin, AlexanderplatzIntervalinhocontroladamente perdido.até a Ilha dos Museus (e não entrar lá :P)Back in the DDREntre a ilha e o portão

Japão 2011
Antes: sRViajo ou não viajo pro Japão?Prova do crimePreparação de viagem0
29/04: 1230/04: 345Sobre namorar japonesas no Japão...
01/05: 66 tão esperando ainda?789de ponta cabeça.... mesmo? A verdade revelada!!
02/05: 10


Também viajei mas não falei muito ainda: Peru 2014Europa 2015



Escrever estes posts me gastam um tempo e me retornam em melancolia. Gasto uma noite inteira escolhendo fotos, editando fotos, procurando fotos, resgatando memórias associadas; caçando em sites alheios imagens que faltam e textos explicando melhor que caracas é aquela imagem que selecionei.
Ao menos alguém vai ler no blog, por que os parentes mal se interessaram pelas fotos q tirei quando fui lá. E nas outras viagens também... e depois descobri que não é só comigo XD Viajar é algo foda. Caro, mas vale pela vida.

P.S.: esse foi um texto que pareceu ser pequeno mas foi crescendo e se desdobrando tipo gremlims depois de uma ducha o.o

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