Essa é uma revisão anterior do documento!

(por Tatsuki Fujimoto)
Sabe aquela história que te faz ficar pensando nela por dias? Então, é o caso, mas não pela estrutura narrativa, nem pelos personagens ou mensagem, mas se achei o mangá bom ou ruim.
De certo ponto, ele é genial.
Yuuta, um adolescente, ganha um celular da mãe e ela pede para filmar a vida dela, portadora de uma doença terminal. Assim, praticamente todo o mangá tem uma diagramação de quatro quadros horizontais por página, como se quase todo o gibi fosse filmado por um celular na horizontal - do jeito que a Globo implorava uns anos atrás - e a narrativa conduzida pelo que a câmera do celular mostra.
Logo a mãe morre, acontece algo POR DEMAIS chato (especialmente para quem cria) com Yuuta, que tenta suicídio por causa disso, mas antes de morrer conhece uma garota chamada Eri (nada disso é spoiler: tá escrito na quarta capa da revista :P).
Lendo assim, parece que o mangá é bastante sensível, indo pro dramalhão, mas não: ele é relativamente “seco”, você não entra nos sentimentos dos personagens, o que fisga é a condução da história, que se revela não-confiável em certa altura, abrindo algumas questões sobre o que foi contado para a gente. A câmera daquele celular é uma janela para aquele mundo, mas, como toda história, é uma janela controlada.
Na verdade, sei lá se é confiável a idéia de que o narrador é não-confiável.
Mas... chegam as páginas finais e o autor chuta o balde. Não em ousadia, mas em por qualquer coisa para encerrar uma história, sabe, qualquer coisa, mesmo?
E fiquei com o gosto ruim na boca de ter lido algo extremamente bem elaborado ser estragado de forma idiota.
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